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16/09/2003 21:16
Se errar é humano e perdoar é divino, como poderei eu perdoar os erros alheios? Como poderei esperar perdão por meus erros?
Errei, erro, é certo, e neste breve momento de minha vida me indago se um dia eu mesmo irei me perdoar.
A solidão me consome, nestes dias vazios, mas é apenas o começo, tento me iludir mas a verdade é tensa, cruel e fria.
E querer ter demais um pouco de felicidade?
Sofro por ter essa imagem distorcida para a sociedade. O palhaço vai ao picadeiro, faz a multidão rir...Mas depois que todos vão embora e as luzes se apagam, ele chora pelo simples fato de não ter aquilo que ele proporciona.
Sou um ser humano limitado, que só usa uma pequena parte do cérebro, que tem seus anseios, defeitos e virtudes.
Vivo na ilusão das pessoas que perdi por meu próprio descuido, mas é inevitável.
Eu tento lutar e minha única arma é minha lucidez, mas as vezes ela falha...
Olho para frente mas não vejo nada, como gostaria de ver! Carrego meu passado nas costar e que fardo pesado ele é.
Cada um carrega sua própria cruz atré o calvário, dane-se!
Posso estar curvado ao peso de meus pecados, mas não me curvarei perante esse falso ídolo que é a sociedade, sou o que sou pela minha própria natureza, mórbido, promíscuo, melancólico...
Um cavalheiro errante a procura de sua Dama sequestrada pelo maléfico dragão flamejante.
Vida longa ao Rei!!!!!

enviada por †Ðevanei؆






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